Alta dosagem de ousadia

Posted by uni_land2018 / No comments

5 de junho de 2000

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Novo drinque: Bebidas diferenciadas ajudam importadora a firmar seu nome njo mercado

Sozinho, o nome Uniland Export não diz nada. Mas se falarmos em Red Bull e Smirnoff Ice, a associação fica mais fácil? Não? Nem é preciso. A Uniland não ganhou projeção ao trazer para o Brasil essas bebidas energéticas e destiladas. Ganhou, sim, um conhecimento tal do mercado mundial de bebidas que hoje, apenas quatro anos depois de fundada, pretende faturar R$ 800 mil fabricando aqui uma bebida no mínimo polêmica: o absinto, que nas mãos de Mário Reuter recebeu o sobrenome de sua família, tornando-se Absinto Camargo.

Sócio-proprietário da Uniland, Reuter é um engenheiro formado pela Universidade de São Paulo (USP), que, aos 31 anos de idade, se diz um grande conhecedor de destilados e cervejas. Tanto que sua próxima empreitada é entrar no mercado de cervejas premium. Mas, antes disso, seus esforços estarão concentrados no Absinto Camargo, a menina-dos-olhos da Uni-land, que também ex-porta cachaças brasileiras para os Estados Unidos e a Europa. A empresa tem um modus ope randi incomum no setor de bebidas. Faz como a Nike: terceiriza a produção e administra vendas, distribuição, marketing e desenvolvimento de produtos.

Puro êxtase – O Absinto Camargo é feito em São Roque (SP), na pequena destilaria Santa Cecília, sob a supervisão da Uniland, que se baseou em receitas que remontam a 1792. Na época, um médico francês divulgou a planta Artemisia absinthium como remédio contra vários males, entre eles, a gripe. Daquele ano para cá, a bebida foi exaltada pelos mais variados artistas, de Rimbaud a Oscar Wilde, de Van Gogh a Degas. Segundo consta, o absinto potencializaria a criatividade e levaria ao êxtase. Outros suspeitavam que fosse um alucinógeno. Daí sua proibição em vários mercados durante décadas. No Brasil, ficou proibido de 1935 até o início deste ano, e só pôde ser liberado depois de ter seu teor alcoólico reduzido de 57º para 54º.

A Uniland é a primeira empresa nacional a fabricar o absinto e uma das três a vendê-lo no país. Concorre com a Dubar e com a Neto&Costa, que o importa de Portugal. Qual dos três é o melhor? Bem, as respostas são tendenciosas, mas Reuter, que planeja vender 15 mil garrafas de Absinto Camargo este ano, diz que a prova dos noves é visual. “Basta misturar com gelo. Quanto mais micropartículas dos óleos originais das plantas aparecerem, mais qualidade a bebida terá. Fica meio fosforescente.”

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Empresasenegocios/0,19125,ERA501617-2480,00.html

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